22 maio 2006

LIBERDADE

Como o cerzido da costura da dor
que se foi.
Como a sombra que me segue até o fim
do crepúsculo.
Como a luta de muitos
do dia-a-dia de ferros retorcidos.
Pela força da opressão
me liberto com o cheiro da flor que resiste ao progresso.
Do empurrão no abismo,
nascem as asas.

6 comentários:

rodrigo disse...

nossa muito legal seu poema, queria eu que todos se jogassem, do abismo, e veriamos não só quem tem asas, mas quem às sabe usar e voaria.

Márcia disse...

Seu poema me emocionou de verdade.

Rooseveltt disse...

Pois voe meu amigo, meu irmão. Voe pois seus versos dizem além das palavras. E voe alto, pois é dessa ousadia que precisamos para construir um mundo melhor e com poesia.

Liedson Alves disse...

Estamos nós,esquerda revolucionária brasileira,olhando todos os dias para as nossas costas para ver se nascem pontinhas de asas.O empurrão como você disse(Que beleza de poema!),nós levamos todos os dias deste sistema criminoso-capitalista.

Baiano disse...

Ê Wallace, mandou ver em malandro. Tudo de boooom!

Anônimo disse...

Muito bonito!