12 setembro 2005

SER FLUMINENSE

Menino, primeira vez pisando no Maraca Eu vi o Escurinho dar o drible da vaca E chegar veloz à linha de fundo, Cruzando para o Valdo encantar o mundo. E também a mim, jovem espectador, que nascera, fanático torcedor, Deste tradicional clube de três cores. Que estará sempre entre os vencedores, Desde os tempos de nossos ancestrais, Das conquistas que vêm dos tempos de Batatais, Pedro Amorim, Romeu, Tim, Russo e outros mais, Das grandezas que contavam nossos pais; Que desde Veludo, Pindaro, Orlando, Carlyle, Com Didi nas Laranjeiras de dava baile! Eu vi São Castilho com a sua leiteria E a bola que bateu na trave e entraria Eu vi Clovis, Edmilson, Robson, Jair Marinho, Eu vi Altair dando um belo "carrinho". Eu vi Pinheiro bater pênalti de bico, Vi Evaldo, Joaquinzinho e até Pipico. Eu vi Paulinho cobrar um escanteio, P´ro Telê fazer um golaço de voleio. Eu vi Maurinho pular mais alto que o goleiro, E dar um golpe de testa, certeiro. Eu vi Procópio, expulso, voltar a campo semi-nú, Prá comemorar um gol com o Rei Zulu. Eu vi Flávio fazer 3 no Palmeiras, no Morumbi, E vi 4 no Santos, na Vila, com Manoel e Ubiraci. Eu vi Samarone com toda sua ginga, E o drible desconcertante do Cafuringa. Eu vi aquele cruzamento do Oliveira, Que encontrava o Mickey na banheira. Eu vi Marco Antônio em linda jogada pessoal, E vi Silveira isolar a bola na geral. Eu vi nosso canhotinha Gerson, com a tricolor, E muitos outros, que também jogaram com amor. Eu vi a puxeta de calcanhar, tão bonita, Do Carlos Alberto Torres, nosso "Capita". Eu vi a máquina, dizia a gente: "É covardia!" com "Rivelino, Paulo César & Cia.". Máquina que vi dar um show em Paris, Com a torcida de pé, pedindo bis. Eu vi o Papel fazer uma defesa sensacional, E o gol de malandragem do "gringo" Doval. Eu vi Rivelino em genial jogada de xadrez, desmoronar a defesa do "velho freguês". Eu vi o gol olímpico de Paulo Cezar Cajú, e os dois gols do Manfrini no Fla Flu. Eu vi Rubens Gálaxie, Cléber e Pintinho, A força de búfalo do Gil, a raça do Edinho. Eu cantei "João de Deus" na arquibancada, P´ra que ganhasse do Bangu, de virada, Nosso time tricampeão, com tantos nomes: Paulo Vitor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes. Time desse quilate, ainda está por vir, Seguro na defesa e no meio, com Jandir. Time guerreiro, mas que jogava bonito, A classe do Delei, a garra do Romerito. Eu vi Washington e Assis, nosso casal 20, Era um show, um assombro, um acinte: Washington fez aquele golaço no Vasco, E o Flamengo sucumbiu duas vezes ao Carrasco. Ora Tato, ora Paulinho, atacando pelo flanco, Com o sempre eficaz o apoio do Branco. Eu vi inúmeros feitos do nosso tricolor, Que da taça Olímpica é o detentor. Eu vi a máquina, vi timinho, vi timaço, vi gol de letra, gol chorado, vi golaço. Eu vi gol de mão, Wilton que diga, E vi gol de Renato com a barriga. Irmãos tricolores: atenham-se aos fatos, Somos nós os que temos mais campeonatos. E também nós, o que temos mais vitórias, Passado, presente e futuro de glórias. Por séculos, milênios e vidas inteiras Temos orgulho do clube das Laranjeiras. E a alegria eterna de torcer Pelo time que sempre vence, E a dádiva divina de nascer, viver e morrer Fluminense!
Nelson Goyanna
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2 comentários:

Biazinha disse...

Fala professor, achei seu blog hehe eu tbm tenhu um, e gostaria muito q vc entrasse lá, desse uma lida no que eu escrevo as vezes!
Beijos de sua aluna
Beatriz - Expressivo

Anônimo disse...

Sensacional. Vc é um Tricolor maiúsculo, caro Nelson. Vc é parte viva do bem mais valioso que o Fluminense possui: a nossa torcida.
Vc é imortal como o amor que une o Fluminense à eternidade.
Meus respeitos e saudações, as mais tricolores possíveis.

Fred Bellintani