Os olhos são a janela da alma,mas os sentidos enganam.Quantos somos os que olhamos mas não vemos.Este blog tem o objetivo de olhar o mundo com "outros olhos".O mundo comandado pelos olhos do poder não pode se sobrepor ao olhar dos humildes e daqueles que não se contentam com o olhar superficial das marionetes do sistema capitalista que hasteiam véus à frente dos olhos de todos.
Na avaliação do “Google Analytics” os números de visitas de “OLHAR” passam de 5 mil.Para uma página não profissional com postagens esparsas é um número surpreendente.
Algumas postagens antigas como“Oriente Médio” e “Carta aberta ao O Globo” identifica-se números deacessos e comentários comparados à grandes páginas.Me resta agradecer a todos o carinho demonstrado nestes cinco anos e confirmar o compromisso de “OLHAR” com todas as lutas sociais populares que se dão na atualidade ,bem como a tentativa de resgate da valorização da cultura popular.Veja alguns dados abaixo:
Quando pensamos que sabemos todas as respostas, vem a realidade e muda as perguntas.Esta frase de Karina Gross e Kelli Prudêncio em seu trabalho “Os conceitos de movimentos sociais revisitado” nos alerta. A complexidade dos movimentos sociais que se dão neste momento na “aldeia global” desautoriza qualquer avaliação apressada sobre os acontecimentos.No entanto, a história nos permite algumas “opiniões” sobre os acontecimentos quanto ao caráter das chamadas revoluções no mundo árabe,especificamente na Tunísia e Egito.
Movimentos trotskistas afirmavam que a impossibilidade de superação do capitalismo estaria calcado,principalmente,nas crises de direções dos movimentos organizados dos trabalhadores.
Novos veículos assumem papel importante no século XXI,como a internet e telefones móveis,embora não possamos afirmar que sejam preponderantes para as ações políticas.
Os “coletivos em rede” refere-se às “conexões em primeira instância comunicacional de vários atores ou organizações através da Internet, principalmente, para difundir informações, buscar apoio ou estabelecer estratégias de ação conjunta”. Esses coletivos são percebidos através dos sites que os atores sociais dispõem na rede de computadores.Não se tratam de novos movimentos sociais,mas de novas formas de expressão dos atores sociais.
Alguns autores,a partir da década de 80, anunciaram o fim da importância dos movimentos operários graças a crescente automação que teria esvaziado, em número, o peso dos sindicatos e seu papel de vanguarda nas lutas por transformações sociais.A indústria teria diminuído o número de trabalhadores,apesar dos aumentos da produção,graças aos recursos tecnológicos e às reestruturações produtivas,formas contemporâneas de aumento da exploração do homem pelo homem.
Sem o fim da indústria não podemos anunciar o fim da força dos movimentos operários, embora tenhamos que reconhecer a emergência de novos movimentos sociais.
O certo que estes tradicionais movimentos de trabalhadores se juntam agora à força de manifestações, que mesmo sendo de massas não possuem necessariamente um projeto nem lideranças claras, o que logicamente enfraquece a continuidade das ações destes movimentos.
Este fato parece reafirmar que há crise de direções que impedem neste momento a substituição do modelo do Capital, mas que também reforçam a tese de que o Capital,seja ele manifestado em democracias ou em ditaduras,não resolveram problemas básicos estruturais da humanidade como fome e desemprego.Pelo contrário,vemos que os números das exclusões da maioria da festa capitalista se intensificam.
Crise de direção dos movimentos sociais, ausência de projetos alternativos ao capitalismo,são problemas que sem dúvida alguma pesam para termos esperanças concretas sobre o futuro ,sobretudo quanto a necessidade cada vez maior de denunciarmos que o sistema que aí está não produzirá qualidade de vida à todos,visto que não incluem à maioria aos gigantescos lucros obtidos pelas grandes corporações.Soluções capitalistas do passado para o controle social como a reforma agrária,sequer fazem parte dos planos nos dias de hoje,mesmo de partidos políticos que dirigem entidades dos trabalhadores.O “Estado de bem estar social” europeu ainda é utopia na periferia capitalista.
O que vemos no Egito e Tunísia são revoluções políticas de grande importância que expressam o desagrado das massas quanto aos sistemas corruptos, que é característica básica do modelo como o Capital se expressa nos dias de hoje, a globalização. Certamente precisamos avançar para revoluções sociais que modifiquem a estrutura social e coloquem em cena, como protagonistas, os que realmente constroem as riquezas das nações.
Esta é uma história que é contada milenarmente pelo povo Ayoreo, da Bolívia. Dizem eles que no principio havia uma avó, que era um grilo chamado Direjná. Esta avózinha era a dona da água e por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava. Um dia, os netos pediram que ela fosse embora e ela partiu, triste. Mas, na medida em que ia sumindo, também a água ia embora. Neste vídeo, a história se atualiza e na sua viagem para lugar nenhum a avó é encontrada pelos empresários que a aprisionam e fazem com que ela faça a água cair apenas nos seus caminhões pipa. Então, eles vendem a água. O povo passa necessidade e sofre. A avózinha também sofre. Até que um dia, o povo entende que é preciso lutar. Então….
Vale a pena ver essa beleza de desenho animado, que representa a poderosa luta dos povos originários contra a mercantilização da natureza.
A produção foi feita na Dinamarca, por The Animation Workshop, Nicobis, Escorzo, e pela Comunidade de Animadores Bolivianos. O trabalho de desenho foi realizado por oito animadores bolivianos, dirigido por um francês, com música da embaixadora da Bolívia na França, e a ajuda de um mexicano e uma alemã. Todo juntos na defesa dos recursos naturais.Elaine Tavares-Brasil de Fato
As posições de Cabral quanto ao aborto demonstram sua desqualificação para ser inserido no projeto de esquerda,e ultimamente tenta se credenciar demagogicamente,justificando sua aliança com um PT sem bandeiras que enterrou seu programa à docilidade do Capital.
Lembremos que em 2007 o governador defendeu o aborto como forma de diminuição da violência.Velho projeto conservador,neomalthusiano que associa a pobreza à criminalidade.Matar a pobreza para o governador do Rio de janeiro significa matar os pobres ainda no ventre da mãe excluída e marginalizada dos benefícios do sistema.
Controle da natalidade é diferente de planejamento familiar,que obviamente se faz com educação de qualidade,o que não se pode verificar no Estado que está em penúltimo lugar em qualidade em educação pública,principalmente por conta do abandono de matrículas pelos professores que não suportam o salário mínimo pago aos educadores sem nenhum benefício atrelado.
Segue aqui matéria onde o aprendiz de nazista faz afirmações que contam ser mais uma no seu propósito de criminalização da pobreza no Rio de janeiro.
“Fábrica de marginal’ Em 2007, em entrevista exclusiva ao G1 , Cabral havia defendido o aborto como forma de combater a violência no Rio de Janeiro. “Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”, declarou na época. Cabral usou como argumento teses do livro “Freakonomics”, dos norte-americanos Steven Levitt e Stephen J. Dubner, que estabelece relação entre a legalização do aborto e a redução da violência nos EUA. “
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=218886
Clique no título e leia o belo texto de Chico Buarque em homenagem à Oscar Niemeyer,publicado por mim em fevereiro de 2007. "O mais importante não é a Arquitetura,
mas a Vida, os Amigos e este Mundo injusto que devemos modificar".
De tanto quanto se falou sobre educação,não se pode esquecer que qualquer que seja a trasnformação(urgentemente necessária!) nesta área,passa necessariamente por uma mudança de postura do Estado para que a sociedade possa valorizar realmente sua importância.
A postura cínica de alardear mudanças sem que o professor ,mola mestra da educação,seja valorizado em seus salários,continuará deixando um saldo bastante negativo para os mais pobres.
O Rio de Janeiro tem as piores médias de avaliação do Brasil,só estando à frente do Piauí.Os baixos salários da rede estadual fazem com que os professores tenham uma carga horária exaustiva,pois vão procurar à rede privada ou outras atividades para compor seus salários.
Acompanhe aqui algumas postagens feitas através do twitter,o qual lhe convido a conferir diretamente.
Será que os caminhos adotados por parte da elite econômica mundial de humanizar o grande Capital darão respostas às tragédias provocadas por este sistema que possui como garantia do seu desenvolvimento, a fome e a exclusão?
O capitalismo tem em sua raiz a exclusão,a condição de riqueza só existe com a condição de pobreza.Os sustentáculos da festa capitalista está no suor,nas lágrimas e no sangue de bilhões.O cotidiano do mercado financeiro é da circulação de trilhões de dólares todos os dias.O cotidiano de bilhões de pessoas todos os dias é a sua busca para obter mais um dia de vida.
O alerta antes era dado pelas organizações que combatem o grande Capital desde o século XIX.Hoje a tragédia da superconcentração é admitida pelas próprias instituições que comandam as diretrizes da organização econômica capiatlista.
As políticas nacionais de inclusão brasileira na globalização esquecem que a figura de uma nova potência econômica depende de um novo recorte imperialista.Da formação de um novo bloco dirigente do Capital depende da formação de novos blocos de dominados e explorados.Este seguramente não é o caminho para uma globalização solidária, e sim, o caminho da continuidade da existência deste modelo que (des)graça o mundo desde à descoberta e dominação das américas.
A luta pelo fim da fome e da miséria em meio a abundância de circulação e produção de riquezas não passa pela humanização do sistema,embora todos os esforços devam ser feitos para salvar ou dar sobrevida aos bilhões de barrados da festa do Capital.
A solidariedade entre os povos,as políticas afirmativas de inclusão e até o assitencialismo emergencial devem estar cobertos pela negação deste sistema que não garante futuro,se não, aos poucos privilegiados.
A peleja do segundo turno já se encaminha para o final neste jogo sujo e despolitizado,construtor de falsas polêmicas que não promoverão à dignidade aos mais pobres.
Já aqui me derramei em lágrimas a perda do PT por parte da classe trabalhadora para os sorrisos eufóricos dos banqueiros e latifundiários,isto desde 1994,quando seu programa já apontava por abrir mão do caminho socialista em troca da gestão do Estado burguês.Os números comprovam http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5118/9/
Mas preciso me posicionar quanto há de mais novo ou de mais arcaico se apresentando nestas eleições.
Serra desenterra valores escondidos há tempos,provoca os sentidos dos mais conservadores e levanta,não uma onda azul,mas uma avalanche conservadora ,despudorada e preconceituosa.
Se ideologicamente não há antagonismo entre os dois candidatos(basta lembrar da privatização "à francesa" da petrobrás praticada por Lula) me assusto com a defesa de valores culturais que julgava enterrados pela sociedade brasileira,principalmente pelas classes médias. Descaradamente Serra se apresenta como tutor das falácias de grupos extremistas de direita, apregoando o apocalipse vermelho caso haja vitória de sua adversária.
O apelo à "moral e bons costumes" de sua campanha lembram o caráter das campanhas que derrubaram Jango e Salvador Alende,com conteúdo abertamente fascista,tendo como canal livre a imprensa (Veja,Globo,F.SP...) que remontam capas de suas publicações da década de 1960.
Ao fascismo de Serra e sua trupe lembro que Horkheimer da Escola de Frankfurt nos alertava que o fascismo era o liberalismo que perdia seus escrúpulos.Aos liberais petistas restam suas bandeiras neo-coorporativistas que de nada socialistas possuem,mas se escondem sobre a ocupação estalinista do aparato estatal.
Lula é o sonho do perfeito controle social,da cooptação de lideranças dos movimentos sociais,do enquadramento dos anseios populares dentro da ótica das migalhas.
A pergunta que não quer calar entre a esquerda socialista é,qual a diferença entre o neo-fascismo do PSDB e o neo stalinismo-oligárquico do PMDB?
A ofensiva fascista de Cabral(PMDB) de criminalização dos movimentos sociais,de perseguição e arrocho aos funcionários públicos no Rio de janeiro é o exemplo mais claro de nenhuma confiança pode ser depositada nesta legenda.
Apesar de todos gigantescos pesares,Dilma acaba representando neste o momento o antifascismo representado pelo PSDB/DEM e o voto crítico se justifica.
Domingo com Dilma,segunda-feira estaremos nós trabalhadores e excluídos deste país com a tarefa da organização e mobilização para barrar as políticas do mercado financeiro e agronegócio.
Eleição não é o caminho prioritário para mudanças profundas na sociedade.O jogo da política eleitoral é um jogo fechado que contém brechas que podem ser utilizadas para construir uma hegemonia.Quem me conhece sabe no que acredito.E a crença que me conduz é que com movimentos sociais fortalecidos pode-se alavancar um projeto de sociedade comprometido com a superação capitalista mediado com as questões específicas que afligem e angustiam o povo brasileiro.
Dentro desta perspectiva eis que aparece como candidato nas últimas eleições alguém,que mesmo sem mandato,atuava e se doava à luta pelos direitos humanos,associando seu trabalho a uma miltância na defesa dos excluídos, de provocar novamente esperanças a quem não acredita tanto nas viciadas eleições,aparelhadas pelos grandes grupos econômicos através de seus representantes.Eleito teve seu mandato a serviço destes mesmos movimentos sociais.
Sua atuação contra as milícias,grupos paramilitares que exploram e praticam a violência disseminada no Rio de janeiro,conseguiu vitórias importantes ao impor a cassação de deputados representantes destes grupos mafiósos.Ao contrário do tráfico que não consegue se organizar,estes grupos possuem tentáculos institucionais que chegam à intimidade e a proteção do palácio guanabara.Também teve destacada atuação na defesa da educação pública, quando o governador enviou projeto que retiravam direitos dos professores.
Mais importante que tudo isso , é a sua defesa de uma sociedade socialista,onde não só haverá igualdade jurídica como na democracia liberal,mas igualdade econômica e política a todos os "barrados" na festa capitalista.Como ele mesmo disse,"quem diz que vai governar para todos está mentindo",sua opção é pelos mais pobres, e a minha também, por isso voto em MARCELO FREIXO deputado estadual 50123.
A própria bíblia diz que no mundo há alimentos para todos; Uma Europa produz alimento suficiente para nutrir duas Áfricas; O mundo todo produz comida para 12 bilhões de pessoas (O dobro da sua população).
Com tudo isso, como pode haver fome no mundo?Simples: a luta incessante pelo lucro faz com que a renda fique cada vez mais concentrada nas mãos de poucos.
Em 20 anos, o número de famintos da África passou de 91 milhões para 186 milhões.
E como nós ficamos parados mediante a fatos como uma criança menor de 10 anos morrer a cada 7 segundos devido a problemas alimentares e que a cada 4 minutos uma criança fica cega devido a falta de vitamina A? A resposta também é simples: A política do “pão e circo” funciona até hoje. Viva as novelas e o futebol!
“O mundo se divide em dois grupos: Os que não comem e os que não dormem com medo dos que não comem.”
Hugo Venda é estudante do terceiro ano do ensino médio da Escola Bretanha .
A posição patética da campanha de Serra de colar sua imagem como continuador de Lula revela algo mais profundo.
Houve a incorporação por parte do PT do programa neoliberal de FHC,atendendo às expectativas e diretivas do grande Capital financeiro e agronegócio.Sem saída ficou o PSDB,pois como fazer críticas ao programa que sempre defendeu?
Não é novidade que o PSDB de Serra se comportou de forma adequada aos interesses da classe dominante.O que há de novo, é o PT desempenhar este medíocre papel de defensor de banqueiros e latifundiários.
O giro à direita do PT envergonha sua história,mas não é novo,suas teses na década de 1990 redirecionaram o programa petista em direção às políticas de valorização do Capital,como já foi dito aqui há muito tempo.
A opção em fazer dos meios qualquer jogo com regras oligárquicas atende aos fins de manutenção do poder para satisfação eleitoral de seus quadros.
Lembremos que a máscara de esquerda tem que ser retirada.O PT não defende os interesses dos trabalhadores pagando bilhões das dívidas externas nem é esquerda defendendo interesses escusos das oligarquias agrárias ou julgando que programas assistencialistas dão respostas concretas a um dos países com maior concentração de renda do mundo.
Enquanto isso, o eco-capitalismo fisiológico do PV apaga a História de luta de Marina e a coloca no umbral do mais do mesmo.
O PT burguês é o queridinho do sistema capitalista excludente e injusto.
Não é fácil manter uma página sobre política e cultura,ainda mais não sendo profissional nem adotando os padrões de páginas atuais,que possuem critério fragmentário,com textos curtos.
Falar de política onde os atores sejam coletivos, afirmar um projeto de sociedade alternativa à esta que aí está,desprezar a cultura industrial de massa,afirmar a Alteridade como modelo de existência e sobretudo ser crítico em todas as postagens, não são estas matérias primas facilitadoras da celebrização.O modelo cultural não permitirá gigantescos acessos.
Mas sigo feliz assim,cutucando fundo as consciências,provocando o estabelecido,negando a artificialidade e o rebaixamento do pensamento produzido pelos meios de comunicação de massa,mesmo assim,entre leitores fiéis e infiéis seguimos juntos neste exercício maravilhoso da escrita , da leitura e da troca ,sempre tentando construir uma nova visão de mundo que permitirá inexoravelmente, um dia, um mundo melhor.
Ser crítico não é ser negativo, ao contrário,é acreditar num futuro diferente e promissor da humanidade.Acreditar no Homem é ser afirmativo.
Seguirei junto com os amigos,que agradeço sempre pelo carinho, mesmo não concordando comigo sempre,que me estimulam a escrever aqui na luta por um outro "OLHAR".
Gosta de samba? Bom sujeito você é. Clique no título desta postagem e escute tudo do que melhor há em um grandíssimo sítio,latifúndio de cultura,o único latifúndio que deveria existir, Samba de Raiz.net.
Vinte anos depois da chacina conhecida pela luta das mães de 11 jovens assassinados,as "Mães de Acari", o processo está para ser encerrado sem a apuração dos culpados,e pior, sem se encontrar os corpos.
Segue a luta corajosa destas Mães,que mais do que lutarem por justiça pelo acontecido com seus filhos,se tornaram símbolo da luta por direitos humanos e pelo fim da impunidade de grupos de extermínio.
Estes grupos de extermínio,como eram comumente designados,hoje se escondem sob o nome de "milícias",poderosos grupos paramilitares que se organizam em comunidades onde o Estado brasileiro não participa com políticas públicas integradoras,políticas sociais que permitiriam à inúmeros jovens uma perspectiva de futuro,que não encontrando,acabam por serem "abraçados" pelo mundo do crime,também largamente praticado por pessoas que são sustentadas pela sociedade, utilizando-se das formas de organização dos quais fazem parte, a polícia militar.
A impunidade,que cresce com a política de segurança de criminalização da pobreza,no Rio de Janeiro que faz com que nossa polícia seja a que mais mata no mundo mesmo sendo representantes da lei e da ordem.Esta impunidade é fruto,dentre outras coisas,do regime militar instaurado no Brasil em 1964, que permitiu que o poder policial-militar estivesse acima das leis,do Estado de Direito.
Vinte anos depois,o que fazem os representantes políticos do Estado,até onde vai o seu cinismo governador?
As Mães de Acari(como ficaram conhecidas as mães dos 11 desaparecidos em 26 de julho de 1990) lutaram para provar que seus filhos não eram criminosos,uma luta moral para que o Estado e a sociedade pudessem aceitar a investigação da mesma forma que aceitam quando são,as vítimas,filhos da classe média.
Segundo pesquisa do sociólogo Fábio Araújo(UFRJ) as vítimas de hoje,tanto quanto há vinte anos,são homens, jovens, na faixa etária de 18 a 24 anos, e moradores de favelas. Os autores são policiais, milicianos ou traficantes. Há uma ideologia de que, no Brasil, bandido pode ser morto - analisa Araújo, que entrevistou 22 famílias de desaparecidos para sua tese, entre elas, mães dos jovens de Acari e também de oito sumidos de Vigário Geral em 2005.
Conheça a história destas mães através do livro "Mães de Acari,uma história de protagonismo social" do jornalista Carlos Nobre ou noGoogle books(link no título) ,parte do livro,que também relata parte da história de minha militância na luta pelos direitos humanos.
O mundo sentirá saudades daquele que se preocupava muito com a não participação dos mais pobres na festa do Capital. Os excluídos perdem o seu "Nobel" de literatura e perdem principalmente um dos poucos artistas da letra deste planeta que colocou o seu trabalho, sua visibilidade à serviço dos oprimidos.Que a luz da sua sensibilidade com a pobreza possa ser dada a você em dobro. Sua marca de luta está impressa definitivamente na terra da exclusão e da injustiça ,que sempre lhe indignou, será lembrada para sempre.
LIBERDADE
Como o cerzido da costura da dor
que se foi.
Como a sombra que me segue até o fim
do crepúsculo.
Como a luta de muitos
do dia-a-dia de ferros retorcidos.
Pela força da opressão
me liberto com o cheiro da flor que resiste ao progresso.
Do empurrão no abismo,
nascem as asas.
Velhas mazelas, antigas desculpas! Este PMDB que nos governa faz tempo, pode até nos dizer que a natureza se vinga das agressões produzidas pelos homens capitalistas à terra. Com chuvas em abundância, poderíamos até suportar a lagoa cheia ou o trânsito ruim.Pode-se até mesmo culpar as antigas administrações(com as mesmas origens partidárias). Mais as chuvas do século XXI não podem matar 100 pessoas e ficarem com toda a culpa sozinha em uma cidade que se faz apenas obras em períodos eleitorais.A cidade sem planejamento urbano, inchada por falta de reforma agrária sangra por falta de caráter de quem nos dirige. Quando assumimos um cargo público, assumimos os ativos e passivos. Portanto, trabalhem senhores do poder! Não fazem o mínimo que uma administração burguesa faz historicamente que é beneficiar os proprietários, cabendo aos despossuídos suas migalhas. Lembrando Bertolt Brecht exclamo: AH! DESGRAÇADOS!
"Ah! Desgraçados!
Um irmão é maltratado e vocês olham para o outro lado?
Grita de dor o ferido e vocês ficam calados?
A violência faz a ronda e escolhe a vítima,
e vocês dizem: "a mim ela está poupando, vamos fingir que não estamos olhando".
Mas que cidade?
Que espécie de gente é essa?
Quando campeia em uma cidade a injustiça,
é necessário que alguém se levante.
Não havendo quem se levante,
é preferível que em um grande incêndio,
toda cidade desapareça,
antes que a noite desça."
Estamos acostumados a lembrar das mazelas das nossas classes dominantes e seus respectivos bonecos,políticos profissionais. Matéria prima para novas postagens não faltam, tamanho descaramento, falta de pudor e respeito pelos seres humanos praticados por aqueles que nos governam. No entanto, como nossa página não é profissional e nem busca ser um mero informativo, ficamos por vezes algum tempo sem novos textos. Permaneçamos atentos às leituras alternativas que fujam do consenso da grande mídia com relação às agendas do que deve ou não deve ser noticiado. Indico a todos a visita à página Vozes da América, que está a "todo vapor"(expressão antiga que remonta ao início da industrialização!) ou se preferirem, na velocidade da luz!
O grande poeta com mais de 2 mil composições , gravado pelos maiores intérpretes brasileiros. Por que o Brasil não conhece sua própria cara? Os espelhos não refletem as nossas culturas, e se elas são as mais ricas do mundo, reconhecidamente, Paulo Cesar Pinheiro é o emblema do que há de melhor , pois como já se disse, o sucesso global só aparece quanto mais regional formos. Paulo Pinheiro é o "Poder da Criação".
Neste momento de extrema tristeza pelo terremoto que destruiu Porto Príncipe no Haiti devemos utilizar este momento para provocar o sentimento de solidariedade mundial como nunca antes visto. Gastam-se bilhões na intervenção militar(O Brasil dirige esta intervenção há cinco anos) para a garantia das instituições e da ordem, sem que se tenha visto algum avanço na área social.
Salários miseráveis(equivalente à 115 reais) e multinacionais do setor textil que auferem lucros fabulosos não permitiram nenhum passo a frente no estado de miséria que vive o povo deste país. 75% da população vive com menos de 2 dólares por dia e metade da população não recebe nem um dólar diário para sua sobrevivência.
A tragédia natural parece dar continuidade à tragédia capitalista-imperialista que esta nação sofre, desde à colonização, francesa , espanhola e estadunidense até as ditaduras da família Doc, a qual fecharam os olhos o mundo com relação a uma das mais cruéis ditaduras da História. Segue-se hoje a colonização por força das novas armas de dominação, a ordem econômica de manutenção da exploração do suor do povo. As ajudas humanitárias por parte das nações não podem ser menores do que se gasta hoje para salvar o sistema financeiro( 25 trilhões de dólares). A ONU gastou nos cinco anos de ocupação militar do Haiti 3,5 bilhões de dólares e agora “oferece”10 milhões de dólares para a ajuda às vítimas.
Devemos esperar destes acontecimentos uma inversão de prioridades, para que o ser humano esteja antes dos lucros, para que se crie uma cultura de verdadeira solidariedade que una povos à despeito de uma globalização que une o grande Capital no sentido de manter de pé, este caquético e contraditório sistema capitalista.
Quando nos casamos, ela cismou que queria um canto de orações. Muito crédula, acredita até em Papai Noel... Queria porque queria um oratório dizendo que seria um ponto de fixação de boas energias e equilíbrio no lar... Eu que não acredito muito nessas coisas, acabei concordando e instalando-o logo à entrada da sala.
O primeiro objeto que ganhamos para compor o oratório – que consiste em um pequeno aparador com duas gavetinhas – foi um crucifixo, dado pela minha mãe. Ao nos mudarmos o crucifixo foi rapidamente para o alto do oratório. Afinal, Jesus Cristo é Jesus Cristo tem seu lugar garantido ao lado de Deus Pai Todo Poderoso Amém! Em seguida vieram os livros, livretos e algumas “bagulhadas” que, rapidamente, encheram as gavetas. Em uma encontra-se “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, dado pelos pais dela, que é lido todas as segundas-feiras à noite, juntamente com um livrinho chamado “Minutos de Sabedoria”, presente de Lelé e Ivete, de onde ela tira mensagens mágicas, digita-as em letras coloridas, transcreve para a agenda, manda para os amigos... mas não cumpre uma linha sequer.
Junto a alguns livrinhos de auto-ajuda como “O livro das atitudes” e “Histórias para aquecer o coração” é possível encontrar uma cartilha de umbanda com a história dos santos, os pontos de macumba e os significados dos rituais: um verdadeiro livro didático espiritual. Para quem já gosta de teorias e fichamentos é um prato cheio. Há também um cinzeiro, usado de vez em nunca pela Déia, que quase não aparece, e um monte de remédios homeopáticos, fitoterápicos, alopáticos e outros “áticos” mais... Um verdadeiro arsenal para combater todas as doenças do mundo. Pois é, apesar da fé infinita, ela tem mania de doença. É rinite, enxaqueca, TPM e outros males mais que só não atrapalham o casamento porque o verdadeiro santo desta casa sou eu. Pena que ela ainda não tenha se dado conta disso...
Os remédios migraram pra lá há pouco tempo, pois eram tantos que não havia mais lugar para eles, que se espalhavam pelos quatro cantos da casa. Viam-se mais frasquinhos e comprimidos por aí do que paredes, acredita? Só para se ter uma idéia. Aí, ela resolveu colocar a linha de frente dos medicamentos na gaveta do oratório para receberem uma forcinha a mais da espiritualidade. Só não entendo porque a cura nunca acontece.
Na outra gaveta há uma penca de incensos de tudo que é cheiro e pra tudo que é coisa: meditação, estresse, paz espiritual... só não encontrei um para unha encravada, ainda, mas talvez, se procurar direitinho, eu acho. Ah! Tem uns charutos que a minha prima Tatiane indicou para ela acender e passar pelo corpo em caso de enxaqueca. Nossa Senhora! Quando ela acende aquele negócio que leva o nome de mocha bastão, quem canta pra subir sou eu. A casa fica toda empestada com aquele cheiro de pai-de-santo que só falta a batucada para eu me sentir em pleno terreiro de macumba. Sabe o que é pior? Com tudo isso a dor de cabeça nunca passa e o santo aqui é que tem que levá-la para o dr. Maricá. Eu mereço! Eu mereço!
Junto aos incensos tem também umas fragrâncias para perfumar o ambiente e trazer bons fluidos, umas lembrancinhas de batizados de filhos de amigos, um buda dado pela tia Regina (a grande guru dela), um porta incenso de pedra sabão que o Marquinhos nos deu, e a gaveta se completa com dois saquinhos brancos que trazem uma moeda de 5 centavos costurada no fundo. Nem dá pra tirar na hora do aperto para completar a passagem do ônibus. Esses saquinhos vieram do meu sogro, com uma simpatia para ficar rico... Ele fez a simpatia e nós é que tivemos que receber os saquinhos. Pode? É óbvio que não demos continuidade à simpatia. Mas os saquinhos ficaram lá, ocupando espaço na gaveta e recebendo sua cota de bênçãos e orações. Até hoje meu sogro não ficou rico, muito menos nós.
Em cima do oratório é que tem uma verdadeira festa ecumênica sob o atento olhar de Jesus Cristo, “olhai por nós”: a oração do anjo da guarda junto à sagrada família (ambos presentes da minha mãe, católica fervorosa, apostólica romana de carteirinha e coração). Ao lado há uma imagem de Padre Cícero que ela recebeu de um amigo cearense (outro historiador de fé, o Régis). Mais a frente tem o anjo da guarda que Alana, amiga do trabalho deu de aniversário. É... o desejo de chegar ao paraíso a qualquer custo já é bem conhecido entre amigos, parentes e por todo o Brasil.
Entre os presentinhos que enfeitam o oratório encontramos também um rechô que o Rafael Zamorano deu de aniversário para queimar as essências purificadoras, uma vela vermelha que a Raquel (Racô) ofereceu, dizendo que era bom para fortalecer o amor, e outra vela, esta de cor amarela, dada pela tia Regina que enfatizou suas potencialidades de concentração e alegria. Apesar de suas propriedades, fato é que o rechô e as velas só são acesos quando falta luz na roça. Vocês sabem como é a Ampla, né? Basta ventar para a luz cair.
Tem um vidrinho com sete conchinhas pescadas na praia de Itacoatiara. Não sei muito bem pra quê, nem por que, mas estão lá, ao lado de uma foto dos nossos pais presenteada por tio Jorge e tia Dina. Há duas fotos nossas. Uma delas é a primeira que tiramos juntos, clicada por Rodrigo Mechas... acho que é a foto mais bonita que temos de todas as que tiramos nesses dez anos... merece ser abençoada! A outra nos mostra envolvidos em uma guirlanda bem colorida. Pois é, quando nos casamos, meu cunhado fez questão de me agradecer por ter tirado a irmã dele de casa, e nos ofereceu um colar de flores gigante que restou de uma cerimônia Hare Krishna. É para que a nossa união dure o tempo necessário para ela não voltar mais ao lar dos pais enquanto lá ele estiver. A gente arruma cada cunhado nessa vida, né? Hare Bol!
A mais nova aquisição para o oratório é um gaucho trazido pelo primo Thiago da Argentina. Não sei muito bem em qual ramo da fé ele atua, mas tá lá... Na hora do aperreio apela-se pra ele também... Ah! E a mais nova santa do pedaço é minha aluna, Ana Carolina, que fez quinze anos outro dia e a lembrancinha da sua festa foi parar lá no espaço sagrado da casa. É um retratinho dela na moldura em formato de coração. Mas o que pedir a uma menina tão jovem, heim? Não faço a menor idéia!
Enfim, seja bem-vindo(a) ao lar doce (e abençoado) lar, de Aline e Romney... E caso tenha alguma imagem de santo ou qualquer buginganga esotérica, aceitamos doações. Mas se você é ateu(ia), é melhor entrar pela cozinha.
Romney Lima por Aline Montenegro
A crônica foi escrita em um processo inédito de psicografia de uma pessoa viva. É verdade! Romney Lima "incorporou" em sua mulher Aline Montenegro e esse texto saiu. Na hora ele estava dando uma aula no centro da cidade do Rio de Janeiro e nem se tocou de que estava, ao mesmo tempo, escrevendo essa crônica por intermédio dos trabalhos mediúnicos da sua esposa...
A afirmação do secretário de segurança do estado do Rio de Janeiro de que o problema do tráfico de drogas é um problema de Estado e não do Estado do Rio, alertando sobre a omissão do governo Lula quanto à segurança pública é uma afirmação que não deixa de estar correta. No entanto, a afirmação é o atestado de falência da “política de segurança “ de Cabral. Seria muito chamar uma política de enfrentamento de política de segurança. É óbvio e até retórico afirmar, que o elemento fundamental de combate à violência passa necessariamente por políticas de inclusão social. Inclusão social não se faz com assistencialismo. Dados oficiais, e a História nos mostra isso, apontam para a necessidade de combate às desigualdades sociais, e isso se faz com uma política séria de investimentos e boa gestão na área de educação. A cada ano no banco escolar, segundo o IBGE, há um aumento de 17% na renda do cidadão.
O sociólogo Durkheim afirmava que a melhor forma de incorporação dos valores sociais é através da educação formal. Se esta não funciona temos como resultado a Anomia , desordem e ausência de coesão social.
O governo Cabral não tem uma política de segurança pública, exatamente porque não tem uma política educacional. Não há nenhuma discussão sobre qualidade na educação que passe ao largo da questão salarial. Esta afirmação não é minha, mas do grande educador Paulo Freire, reconhecido no mundo e em todas as classes sociais como figura de proa na área da educação.
O vencimento de um educador do Estado do Rio de Janeiro é de 607 reais e chegará segundo Cabral, a 1088 reais em 2015, provavelmente equivalerá a menos de um salário mínimo.
A energia empregada para reprimir professores em manifestações pacíficas não é a mesma energia percebida em melhorar as condições de trabalho dos profissionais da educação. É bom que se diga, que o salário de um professor do Estado do Rio de janeiro é menor que o salário inicial oferecido pela COMLURB(empresa de limpeza pública), onde a exigência para o ingresso é de se ter o ensino fundamental. Arrisco-me em perguntar, quantos professores estariam prestando o concurso para a empresa de limpeza pública? Sem demérito para os eficientíssimos garis, pergunto mais uma vez, quanto vale um professor? Há um quadro de Doutores e Mestres no concurso razoavelmente grande para receber um salário de Gari, segundo informações da própria empresa que cuida do concurso, para receber um salário de quase 700 reais.
Não vou aqui ficar falando de salários de policiais e médicos, igualmente indignos das profissões, mais afirmo que o governo Cabral não tem política de segurança pública, pois a repressão continuada só tem prejudicado às populações carentes das favelas cariocas, pois o tráfico continua forte em seus rendimentos, e tem se deslocado em direção à baixada fluminense, ou mesmo “faturando” em abundância nas “barbas” de Cabral.
O governador do Estado possui uma só política que funciona de forma efetiva, aquela que atende ao seu projeto pessoal de promoção de sua carreira.