
Os olhos são a janela da alma,mas os sentidos enganam.Quantos somos os que olhamos mas não vemos.Este blog tem o objetivo de olhar o mundo com "outros olhos".O mundo comandado pelos olhos do poder não pode se sobrepor ao olhar dos humildes e daqueles que não se contentam com o olhar superficial das marionetes do sistema capitalista que hasteiam véus à frente dos olhos de todos.
03 fevereiro 2008
BLOCOS DE RUA do RIO DE JANEIRO.

03 novembro 2007
O FUTEBOL E A VIDA(ou a política)
Veja só como fica difícil querer escrever sobre futebol depois que se lê um texto de Eduardo Galeano como este que publico aqui em baixo. Os clássicos das palavras sobrevivem para sempre assim como os do futebol, e este de 1995 bem que poderia ter sido escrito hoje, ou talvez semana que vem, sem que se perdesse alguma capacidade de explicar a "rodada". Eduardo Galeano, disse em seu livro "Futebol ao sol e sombra", que o futebol é a metáfora da vida, capaz de explicar ou refletir a sociedade em que vivemos. Se o texto de Galeano não se chamasse "futebol", bem poderia se chamar "política", pois o autor revela em essência, o tipo de crise que vivemos em nossas instituições, onde o mundo se torna mercadoria e os meios de comunicação de massa não passam de vitrines.Atentar em boa hora para que possamos mudar a forma de ver o mundo e parar de reproduzir os valores que se perpetuam, é tarefa das mais urgentes para quem se preocupa em modificar as relações humanas, para que elas não se submetam ao "olhar" mercadológico dos donos do poder.Por isso resolvi compartilhar o texto com vocês, para que se regozijem com o valor estético deste extraordinário pensador das relações humanas , mas também ,para que possamos nos servir destes instrumentos para relativizar, e muito, o que se fala na imprensa oficial , que com o tom professoral e científico, quer nos tentar dizer que o mundo e a existência humana, não passam de mera porcaria.
A história do futebol é uma triste viagem do prazer ao dever. Ao mesmo tempo em que o esporte se tornou indústria, foi desterrando a beleza que nasce da alegria de jogar só pelo prazer de jogar.Neste mundo de fim de século(XX), o futebol profissional condena o que é inútil , e é inútil o que não é rentável. Ninguém ganha nada com essa loucura que faz com que o homem seja menino por um momento, jogando como menino que brinca com o balão de gás e como o gato brinca com o novelo de lã:bailarino que dança com uma bola leve como o balão que sobe ao ar e o novelo que roda, jogando sem saber que joga, sem motivo, sem relógio e sem juíz.
25 outubro 2007
Controle da natalidade não é o mesmo que Planejamento familiar, assim como,marginal não é sinônimo de bandido!
Sérgio Cabral, governador do RJ (PMDB)
20 setembro 2007
O LIVRO DIDÁTICO QUE A GLOBO QUER PROIBIR.
Nós, da Editora Nova Geração, somos extremamente gratos a sua valiosa colaboração. É um belo texto, bem escrito e argumentado.
A partir do infame texto de Ali Kamel no Globo, diversas matérias começaram a pipocar nos mais diferentes meios de comunicação.
A grande maioria delas sequer procurou ler o livro do professor Mario Schmidt e começou a utilizar apenas os trechos sacanamente selecionados pelo editor global.
Abaixo reproduzimos algumas respostas que foram enviadas a alguns órgãos de imprensa.
Gostaríamos de aproveitar para pedir permissão para reproduzir sua carta enviada ao Globo como demonstração do apoio dos professores ao livro do professor Mario Schmidt.
Novamente agradecemos seu valoroso apoio,
Equipe Nova Geração
O LIVRO DIDÁTICO QUE A GLOBO QUER PROIBIR
A respeito do artigo do jornalista Ali Kamel no jornal O Globo de 18 de setembro de 2007 sobre o volume de 8ª série da obra Nova História Crítica, de Mario Schmidt, o autor e a Editora Nova Geração comentam:
Os livros didáticos adquiridos pelo MEC são escolhidos apenas pelos professores das escolas públicas. Não há interferência alguma de funcionários do Ministério.
ALI KAMEL, O ANTICAPITALISTA
Vamos inicialmente esclarecer alguns pontos importantíssimos em relação ao artigo de Ali Kamel.
1- Quem seleciona os livros didáticos não é o MEC. As coleções didáticas são selecionadas por diversas universidades conceituadas (notórios antros comunistas, é verdade).
2 - Quem escolhe os livros didáticos são os professores. Mais de 50 mil professores por todo Brasil analisaram as dezenas de coleções de história disponíveis e escolheram livremente a coleção Nova História Crítica como a melhor coleção.
3 - A coleção Nova História Crítica é um sucesso ainda maior no mercado particular, ou seja, nas escolas privadas, que sequer dependem do MEC para escolher seus livros.
Considerando estes três pontos, perguntamos: terão errado todos estes 50 mil professores? Saberá o senhor Ali Kamel escolher melhor que eles? O que devemos fazer com esses milhares de professores que preferem a obra do professor Mario Schmidt às demais? Demitimos? Reeducamos ideologicamente? Devem ir para o pau-de-arara, como nos bons tempos da ditadura e do CCC? E os livros que eles já escolheram? Queimamos os livros em praça pública? Enfim, como incita Ali Kamel, algo precisa ser feito. Organizemos já uma marcha com Deus pela Família, Tradição e Propriedade!
Pois não podemos mais aturar os 50 mil professores em todo o Brasil que consideram, entre dezenas de coleções disponíveis, a Nova História Crítica do professor Mario Schmidt a melhor de todas, tornando a coleção o maior fenômeno editorial didático de todos os tempos.
Porque este, sim, é o maior crime da coleção Nova História Crítica: ser um grande sucesso dentro do mercado capitalista! (Olhe aí as terríveis táticas gramscianas em ação!).
Para quem não conhece, é interessante saber que no mercado de livros didáticos existe uma concorrência absolutamente livre e legítima entre as editoras. Quem escolhe os livros para as crianças é a pessoa mais capacitada para isso: o professor. Nesse segmento, o livre mercado vem funcionando a pleno vapor; uma editora tentando fazer um livro melhor do que a outra. Quem tem o melhor livro leva a maior fatia do bolo.
Porém, o senhor Ali Kamel, como todo bom porta-voz do capitalismo real, odeia que o livre mercado funcione como um livre mercado. O senhor Ali Kamel acha que o Estado deve intervir fortemente nessa área. O governo deve censurar livros de determinado matiz ideológico e impedir que os professores escolham livremente seu material didático para nossas crianças. (Ah, as nossas crianças! Para Ali Kamel, molecada assistindo a cenas de sexo na novela, tudo bem. Mas livro de esquerda escolhido livremente pelo professor não pode.)
O professor Mario Schmidt é notoriamente um severo crítico do capitalismo. Para Ali Kamel, olavetes, reinaldetes e "nova direita", isso, atualmente, é um pecado mortal - onde já se viu? Um sistema tão bonitinho, tão limpinho e responsável, como é possível que não se admita que o capitalismo é o sistema econômico perfeito, para não dizer o sistema econômico terminal da humanidade. Quem ousaria levantar críticas ao capitalismo e - horror, horror! - encontrar qualidades no socialismo?
Mas é muito estranho que justamente onde o sistema capitalista deveria atuar de maneira exemplar, ou seja, na livre concorrência, na igualdade de oportunidades no mercado, onde o melhor produto vence, o senhor Ali Kamnel murche em seu fervor capitalista.
No mercado de livros didáticos, a opinião do mais abalizado consumidor - o professor - não deve ser respeitada e o Estado deve intervir diretamente para eliminar o campeão da livre concorrência, se a ideologia deste não se coaduna com a das Organizações Globo. É nisto que acredita o senhor Ali Kamel, o verdadeiro o anticapitalista.
PS - É curioso que o maior veículo de ideologia do Brasil, a Rede Globo, venha reclamar da edição ideológica do material histórico. Ali Kamel cita vários trechos do NHC no seu artigo. O exíguo espaço certamente o impediu de citar, entre outras, a página 319 do referido livro, que conta a história da edição do debate LULA X COLLOR feita pela Globo no Jornal Nacional. O que será que Ali Kamel achou deste trecho? O que ele acha que o Estado deveria fazer com uma emissora que "trabalha a cabeça das pessoas" desta forma? A mesma coisa que ele sugere que faça com livros didáticos?
19 setembro 2007
"Nova História Crítica"-Carta aberta ao "O Globo"

Em primeiro lugar, digo que o “Stalinismo” deve ser combatido em qualquer espaço como o “irmão” siamês do nazismo ou de qualquer doutrina que pregue ódio e seja responsável pela morte de um ou de milhões de seres humanos, como é o caso destes sistemas citados.
Pois então vejamos, que a crítica baseada em “erros conceituais” não existe. O que ocorre é que este autor desenvolve em uma linguagem adequada à idade dos jovens, a crítica a uma maneira de ver a História de forma neutra, perfil da grande maioria dos livros didáticos disponíveis no mercado.
Quando o autor abre espaço para a comparação de conceitos sobre o Socialismo e Capitalismo, fica clara a dificuldade em demonstrar as vantagens do sistema hegemônico nos dias de hoje. Aliás, é possível verificar a partir de dados oficiais, que o sistema capitalista não conseguiu em seus mais de quinhentos anos, solucionar os problemas mais básicos da humanidade, como a fome e todas as suas mazelas sociais, em qualquer parte do planeta.
Os argumentos utilizados pelo jornal são frágeis, e uma leitura atenta a reportagem do dia 19 de setembro, permite até mesmo aos não informados sobre a querela, encontrar contradições. Como na própria citação sobre Mao Tse Tung, que para o jornal o autor demonstra enaltecimento, fala que este, para os não membros do partido comunista, Mao Tse Tung não passa de um ditador.
Utilizo este livro didático há alguns anos, como milhares de outros professores e posso afirmar que não há erro conceitual ao demonstrar simpatia a um tipo de interpretação histórica.
É preciso apresentar o fato histórico sobre todos os pontos de vista, o que o livro faz, mas não é possível incorrer no gravíssimo erro de acreditar que exista neutralidade científica, nem mesmo no jornalismo isto é possível.
O ensino de História enquanto disciplina escolar no Brasil, sempre se baseou na mera descrição de fatos Históricos, apresentados enquanto verdade absoluta e tentando fazer crer que as personalidades históricas são grandes Heróis e os representantes político-institucionais são apresentados como os únicos agentes ou sujeitos da História.
Dentre alguns dos grandes méritos do “Nova História crítica” é o de demonstrar que os marginalizados do processo político brasileiro podem deixar a sua condição de “subordinados” ou “vencidos” , à condição de atores sociais protagonistas do processo histórico em construção, em busca da cidadania plena.
É preciso esclarecer que um livro didático é uma das muitas ferramentas da formação escolar, mas não é a mais importante, pois se fosse decisivo para detectar qualidade de ensino, certamente aquelas escolas que se utilizam do mesmo material, teriam a mesma proporção de qualidade de ensino, o que não é verdade que aconteça.
Chego a pensar que a polêmica possa estar sendo motivada por uma possível insatisfação de editoras multinacionais que dominam o mercado de livros didáticos brasileiros, com o espaço alcançado pela obra publicada por uma editora nacional de menor tamanho. Será que é correto para a formação da juventude brasileira, ter uma parte de nossa cultura nas mãos do Capital estrangeiro?
Alguns setores conservadores da sociedade brasileira como os “Monarquistas” já demonstraram há alguns anos sua insatisfação com a abordagem do autor, ao demonstrar a incoerência do regime monárquico, onde uma nação trabalha para que alguns vivam às expensas daqueles que são produtivos.
O que faz esta polêmica alcançar duas páginas de um dos maiores jornais do país, mais um artigo de um escritor, e mais um comentário do cineasta Arnaldo Jabour?
Será a preocupação sincera com a qualidade da educação no Brasil? Acredito que as afirmações (e não o debate que até agora não houve) estejam pautadas na intolerância, pelo fato do autor Mario Shimidt demonstrar as contradições de um sistema que politicamente e moralmente está desgastado, e economicamente não é capaz de promover à ascensão dos bilhões de deserdados e excluídos da festa capitalista que reproduz diariamente trilhões de dólares às custas da fome , das mazelas sociais e do esforço dos trabalhadores.
Preciso dizer que não conheço o autor, nem possuo nenhum tipo de relacionamento com a editora. A escola privada em que utilizo este material didático de ótima qualidade, inclusive resolveu há mais de um ano se associar a uma grande rede educacional do Rio de Janeiro que produz seu próprio material didático promovendo a substituição dos livros em todas as disciplinas.
Como educador me preocupo com as “verdades” supostamente absolutas veiculadas pelos meios de comunicação de massa, como a TV, com uma programação que deseduca, na medida em que vincula sua programação ao consumismo e a apatia, frente aos descalabros da política institucional, legitimando este sistema que já dá sinais de esgotamento.
A escola brasileira não possui a qualidade que sonhamos, mas não por causa dos seus educadores, em sua grande maioria comprometidos com aquilo que acreditam ser o melhor, não por causa deste ou de qualquer material didático, mas por uma série de fatores dentre os quais destaco, a falta de investimento público, a má formação docente e principalmente, pela associação do seu currículo aos “nobres” desejos do mercado.
Não defendo o livro por mera simpatia, mas defendo-o por uma concepção de educação que não esteja amarrada a “visão de mundo” dominante.
O educador Paulo Freire dizia que “a cabeça do oprimido contém a cabeça do opressor”, e é para que isto não continue acontecendo, que eu desejo que pelo menos, o espaço nos meios de comunicação não seja desproporcional.
08 setembro 2007
O Capital urubu.

Que sistema é este que consome vidas em troca de negócios? Se considerarmos o Mercantilismo como precondição para o capitalismo global em que vivemos, podemos dizer que este sistema possui mais de 500 anos, sem que consiga, se é que tenta, diminuir a dor dos famintos do planeta. Pelo contrário, por regra o capitalismo é o sistema onde se privilegia a circulação de mercadorias e o grande Capital que se alimenta de Capital gerado pela força de trabalho, cada vez menos protegidas por leis trabalhistas, graças a ideologia neoliberal, que prega e financia as classes dirigentes nacionais à diminuir a força do Estado. As instituições que compõem o Estado-nação hoje, tem seus recursos voltados para o financiamento dos desejos das burguesias nacionais, recursos estes que quando sobram dos pagamentos de dívidas feitas pelas classes dominantes são empregados como óleo para fomentar a máquina capitalista.
O resultado deste processo é o aumento do número de deserdados e famintos que se espalham pelo mundo. A África é o exemplo maior. Recortada pela sanha imperialista européia, no período de descolonização através das lutas de libertação nacionais, deixou os europeus à herança das guerras civis entre povos que no recorte imperialista acabaram fazendo parte de Estados artificiais. Povos com culturas e línguas diferentes se viram pertencendo e disputando o controle destes estados através de disputas armadas com armamento financiado por grandes corporações produtoras de armas, principalmente estadunidenses. Boa parte deste continente hoje, encontra-se sob guerra civil, produzindo a fome e a barbárie, contabilizando segundo o fotografo Sebastião salgado, mihões de pessoas em fuga de disputas insanas pelo poder político.
Não é diferente a situação da América Latina onde dados oficiais comemoram a diminuição de miseráveis. Dados maquiados com metodologias de pesquisas manipuladas que condenam mais de 150 milhões de pessoas à miséria absoluta, comandados pelas receitas dos organismos internacionais que dirigem o capital financeiro e obedecido a partir do emblemático “Consenso de Washington” (1992) pelos vários governos das Américas, incluindo o do senhor Luís Lula da Silva.
A China capitalista, comemorada como potência nacional do século XXI mantém sob censura e tortura milhões de ativistas e militantes pelas liberdades democráticas, e segundo dados oficiais, possui hoje 53 mil trabalhadores em regime de escravidão, fora os que trabalham por salários de fome.Existe um grande movimento nacional e internacional que prega a suspensão dos próximos jogos olímpicos pela defesa dos direitos humanos que o governo chinês, comandado pelo PC stalinista-maoista,ditadura que se disfarça sob o véu dos símbolos do antigo regime, viola descaradamente.
O Oriente Médio sofre com a intervenção estadunidense que busca subjugar as nações árabes aos interesses econômicos do petróleo e projetos de gasodutos, com o apoio europeu, incluindo a Rússia e aliados como alguns grupos de poderosos árabes e Israel.
O “Império da maldade” , Estados Unidos, por conta das grandes corporações e do mercado financeiro internacional comandam este planeta, direta e indiretamente no caminho do caos , sujeitando bilhões de famílias à fome. Segundo dados oficiais, são 3 bilhões de pessoas que vivem abaixo da linha da miséria(com menos de 1 dólar por dia), mais de um bilhão que não tem acesso à água potável.
O sistema competitivo da selva global-capitalista estimula a corrupção dos Estados Nacionais para que ele subsista diante dos interesses econômicos, desviando a atenção dos seus povos para sangria do roubo do dinheiro público, enquanto sob a batuta da psudo legalidade as mega-corporações sugam os esforços dos trabalhadores, que convivem com a diminuição dos postos de trabalho, a precarização dos empregos que ainda existem ,e a perda de direitos trabalhistas e previdenciários em busca de sustentação da festa capitalista.
A fotografia é obra de Kevin Carter de 1993, no Sudão que mostra uma menina subnutrida e faminta em marcha para um abrigo que distribui comida a um km dali, que cai esgotada sobre a espreita de um urubu que aguarda pela morte desta. O autor recebeu o prêmio pulitzer de 1994, e se suicidou por não agüentar os questionamentos sobre o porquê de não ter salvado a criança. Talvez ele tenha contribuído para salvar milhões de outras crianças que sobrevivem no mundo inteiro sob a guarda do Urubu-capitalista, que promove e legitima esta situação enquanto circulam pelo planeta diariamente TRILHÔES de dólares sobre o controle de 200 famílias que se locupletam com as riquezas produzidas pelos trabalhadores do mundo.
Enquanto houver capitalismo, haverá fome, enquanto se sustentar este moribundo sistema não haverá paz. Como diz o escritor Eduardo Galeano, “No mundo das super tecnologias, nos tempos da microbiologia, uns são mercadores, outros somos mercadorias”.
18 agosto 2007
À vossa excelência,senhor Sérgio Cabral !
Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores
Senhores! Senhores! Senhores! Minha Senhora! Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!
Sorrindo para a câmera sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras sem saber que são filmados
O sol um dia ainda vai nascer Quadrado
Isso não prova nada! Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento Aí então... Faça-se a justiça!
Vamos arrumar vossas acomodações, Excelência.
Filha da Puta! Senhores! Corrupto! Senhores! Bandido! Senhores! Ladrão!
(Vossa Excelência -Titãs)
14 agosto 2007
Crise da Democracia representativa.

05 julho 2007
Violência no Rio de Janeiro.

04 julho 2007
MINHA MISSÃO.
É para aliviar meu pranto
E o pranto de quem já
Tanto sofreu
Quando eu canto
Estou sentindo a luz de um santo
Estou ajoelhando
Aos pés de Deus
Canto para anunciar o dia
Canto para amenizar a noite
Canto pra denunciar o açoite
Canto também contra a tirania
Canto porque numa melodia
Acendo no coração do povo
A esperança de um mundo novo
E a luta para se viver em paz!
Do poder da criação
Sou continuação e quero agradecer
Foi ouvida minha súplica, mensageiro sou da música
O meu canto é uma missão ,tem força de oração ,e eu cumpro o meu dever
Aos que vivem a chorar ,eu vivo pra cantar , e canto pra viver
Quando eu canto, a morte me percorre e eu solto um canto da garganta
Que a cigarra quando canta morre, e a madeira quando morre, canta!
(João Nogueira e P.César Pinheiro)
16 junho 2007
02 junho 2007
Chavez e a RCTV.

É preciso dizer que quem realmente se portou como golpista foi a rede de TV venezuelana, ao apoiar o golpe contra Chavez (Abril de 2002), manipular imagens dos conflitos que antecederam à tentativa de golpe e comemorar abertamente a destituição do seu governo.
Uma concessão pública se esgotou após 20 anos , e um governo tem todo o direito de vetar sua renovação, se esta não atende aos interesses da maioria do povo venezuelano, é plenamente dentro da lei. É bom que se diga que esta é uma prerrogativa de todas as democracias.
Se há golpismo, esta postura foi sempre , escancaradamente das oligarquias e classes favorecidas deste país, sempre protegidas em seus atos espúrios , por esta rede de televisão.
Não é somente um ato de cinismo, as declarações da secretária de Estado dos EUA, na defesa dos nobres deputados da direita brasileira, C.Rice, é uma forma clara de esvaziar e dividir o MERCOSUL para abrir caminho para a ALCA.
Ao chamar o nosso congresso de “Papagaio dos interesses dos EUA” , Chavez acertou, pois a História republicana do Brasil mostra o quão de quatro esta instituição está para as intervenções em nossa economia , e por que não dizer, em nossa soberania.
É certo que, Chavez é um populista, no que tange a permitir a existência desta elite econômica venezuelana, continuar o frondoso comércio de petróleo com os EUA, e não promover a participação ativa dos movimentos populares em sua gestão,enquanto envia recados certeiros e felizes para o “Império”. No entanto Chavez, ao contrário de Lula , tem coragem para desarticular as redes oligárquicas locais. Quem neste processo afronta a Democracia são aqueles que desejam manter as feridas abertas da América Latina para o vampiro estadunidense.
Imagine só você ,meu caro leitor, se não mais se renovassem os direitos públicos de concessão da Rede Globo de televisão, esta emissora que tem compromisso com os desmandos das elites brasileiras desde que foi fundada.
28 fevereiro 2007
O ECA e a falácia do argumento da impunidade.
É cada vez maior a degradação econômica destes jovens e suas famílias , ao mesmo tempo, que é estimulado o consumismo pelos meios de comunicação.
O Estatuto da Criança e do Adolescente é uma lei fabulosa na prevenção ao crime. Responsabilizar a maioridade penal pelo aumento da paticipação dos jovens em crimes, é uma leviandade, ou ignorância, daqueles que procuram insistentemente criminalizar a pobreza, como justificativa para a falência deste modelo econômico.
O código penal é amplamente executado para maioria pobre da população enquanto o código civil atende a uma minoria de privilegiados do sistema.
No couro do tamborim.

Sabe quando bate o vazio da quarta -feira de cinzas? A saudade do clima vadio do carnaval do Rio de janeiro, da alegria estampada na cara do folião do Cordão do Bola Preta, da espontaneidade do Bafo da Onça e do Boêmios de Irajá, da força popular do Cacique de Ramos. O vácuo do samba de terreiro, de quadra, dos ensaios das escolas de samba. Você que se sente orfão do samba de primeira, das marchinhas dos antigos carnavais pode se contentar com algumas das belas páginas de samba de raiz, até que chegue o dia da próxima roda de samba!
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02 fevereiro 2007
A casa do Oscar.
A casa do Oscar era o sonho da família. Havia o terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar.
Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar.
Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.
Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e sai batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar.
Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.
Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando a minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é a casa do Oscar.
Homenagem de Chico Buarque ao arquiteto. 2000
03 janeiro 2007
SADDAM HUSSEIN.
O ditador foi posto e sustentado no poder pelos Eua. Inclusive , a condenação por tribunal de excessão, sem direito à defesa e o enforcamento , lembram a barbárie que vivemos, em um mundo dominado pelos valores desta pátria dos cifrões.
Foi enforcado por matar Curdos, com armas norte- americanas .
Condenável é a ação interventora estadunidense no Iraque ou na Palestina, via seu braço armado, Israel.
Condenável é o fato de no século XX, a cada 3 anos, os EUA terem provocado uma guerra que fosse ao encontro dos desejos da sua burguesia.
A forca é um instrumento , e símbolo, do que deseja para o mundo estes senhores da guerra .A forca é o seu emblema para tratar o planeta com se fosse seu quintal.
Sua democracia, onde poucos votam e ninguém participa, é a corda que serve de pretexto para o enforcamento daqueles que teimam em dizer, que um dia vocês cairão, como todo império da violência caiu durante a História.
Que percorram pelo mundo, as imagens do enforcamento do ditador sanguinário, sócio dos negócios e da política dos EUA, como também foi a Al-Qaeda,para que possamos nos enxergar, como nos tranformaram em meros espectadores das atrocidades cometidas ,como se fosse mais um filme de mocinhos e bandidos, para que um dia não muito longe, percebamos sua bandeira como mera suástica dissimulada.
Leia também,
"Ideologia e oportunismo"-O mito do fascismo islãmico" em
http://diplo.uol.com.br/2006-12,a1448
09 dezembro 2006
FUTEBOL E CONSCIÊNCIA.
http://futeboleconsciencia.blogspot.comLeia em Futebol e Consciência o texto "O Brasil não foi campeão brasileiro" , deste site campeão em visitas.
Apagão dos transportes públicos de massa.

É chegada a hora de inverter as prioridades. Não é por menos, que proliferam os transportes alternativos ou ilegais(muitos comandados pelo tráfico,outros pelo gigantesco exército de desempregados).O que estou falando, todos já sabem, o que quero saber é, até onde irá a "cara de pau" dos meios de comunicação em ignorar o sofrimento de milhões.
Ao pessoal que sofre com a inoperância do governo para resolver os problemas que se passam na aviação brasileira, eu aconselho: Pegue um trem na Central do Brasil às 6 horas da manhã!
15 novembro 2006
CÁPSULA DA CULTURA - SAMBA DE RAÍZ

http://capsuladacultura.blogspot.com/
27 outubro 2006
Nunca foi tão fácil escolher um lado.
A subida de Lula nas pesquisas, e sua provável vitória, é dada pela mudança no tom do discurso de sua campanha. Digo tom, pois o conteúdo do governo não possui ligação com sua campanha.
As acusações contra o PSDB, de terem entregue o patrimônio público ao grande capital, são verdadeiras. As privatizações de empresas - lucrativas ou as sucateadas propositalmente , quando subsidiavam à preço de custo à burguesia - sob o falso argumento de que sobrariam recursos para investimentos sociais - se mostrou ,como revela a realidade social , uma falácia.
Mas não posso deixar de demonstrar algumas contradições no discurso de campanha de Lula. As Parcerias-Público-Privadas (PPPs), entregam serviços públicos para a exploração privada, uma espécie de privatização envergonhada, à “francesa”.
O superávit primário, acompanhado da lei de responsabilidade fiscal, impede investimentos sociais, garantindo assim, o cumprimento das diretrizes do FMI.
Por que a campanha de Lula não se pronuncia sobre as reformas trabalhista e previdenciária? chamada de flexibilização de direitos , ou de superação de um falso déficit da previdência, se traduzem em ataques aos trabalhadores, à direitos conquistados pelas lutas contra a exploração , desde a década de dez do século XX.
O novo “queremismo”(campanha democrática de Vargas) soa falso até mesmo aos mais inocentes cidadãos.
Quanto ao próximo governo Lula, pelo desenho das alianças, e peso hegemônico, podemos dizer que será o governo do PMDB. Esta frente partidária que abriga, de representantes da oligarquia à FIESP.
Poderia ficar aqui escrevendo por dias apontando a farsa de Lula e do PT, mas é preciso denunciar que o PT é a direita moderna. Adota os princípios liberais, e ao mesmo tempo, controla e asfixia setores importantes do movimento social, cooptando com cargos ,lideranças destes movimentos e usando a retórica das reformas gradativas(etapismo) para segurar suas antigas bases sociais.
É correto afirmar o quão espúrios são os princípios do PSDB-PFL, que prepararam o Brasil para inserção submissa à globalização econômica. Mas a máscara de esquerda do PT já caiu há pelo menos dez anos. A História do PT, suas bandeiras de luta, não pertence mais ao presente, mas ainda enganam até setores importantes da classe média.
A Democracia que se apresenta, democrático-burguesa, não merece confiança, pois é um meio eficaz de garantir a legitimidade da maioria à continuidade da dominação de classe. Portanto o voto nulo se torna cada vez mais legitimo, quanto mais se excluem as alternativas ao sistema do capital e/ou se manipulam vontades ,ou criam-se desejos a partir dos meios de comunicação que servem para atender as demandas do liberalismo econômico.A campanha eleitoral é espaço conquistado pela luta dos trabalhadores , que serve para a denúncia deste modelo velho, excludente e expirado sistema capitalista.
Por isso , nunca foi tão fácil como agora escolher um lado , em uma campanha eleitoral cada vez mais parecida com as da ditadura militar(MDB x ARENA) , eu fico ao lado dos interesses legítimos dos trabalhadores , que exigem mais do que migalhas e esmolas, eu fico com o VOTO NULO.
11 outubro 2006
MORA NA FILOSOFIA.
http://www.robertodaserrinha.blogspot.comQuem não gosta de samba , bom sujeito não é. Frase famosa (De Dorival Caimi) espalhada pela Bossa Nova que faz referência às suas raízes.O comportamento do nosso povo tem estas raizes fincadas no samba. É possível viajar pelo século XX através das composições de grandes mestres como Noel Rosa, Cartola ,Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Elton medeiros,Paulinho da Viola e tantos outros que me fizeram perceber melhor a História do Rio de Janeiro, as angústias dos humildes e a alegria nas coisas simples, como o encontro com o grande amigo, o papo sem compromisso e as soluções para os grandes problemas mundiais depois de dois copos(sou fraco nesse negócio). O universo paralelo do samba renasce em vários cantos o rio(mesmo sabendo que o samba não morre nunca), seduz a classe média e nos mostra que há esperança no ser humano.Paralelo pois é ignorado pela grande mídia , infectados pelo vírus da infantilidade e imbecialização da cultura de massa que promove a obsolescência das consciências , e como consequência, a alienação política , a insensibilidade dos seres humanos e a banalização da vida. Qual o que, veja só que maravilha está disponível na rede, uma página dedicada à Roberto Ribeiro, grande mestre "imperiano" e suburbano como o espírito deste povo, feliz ,apesar da vida de gado imposta às massas, desacreditada do seu potencial de mudança que há de renascer das entranhas, temperada pela batida habilidosa de um pandeiro.
http://www.robertodaserrinha.blogspot.com/
Leia também
SAMBA e CINEMA
http://wallacecamargo.blogspot.com/2005_09_25_wallacecamargo_archive.html
ZÉ KETI
http://wallacecamargo.blogspot.com/2005_11_15_wallacecamargo_archive.html
05 outubro 2006
10 setembro 2006
LULA: De marginal a opressor.
Sobre o governo Lula e o PT ,leia também os seguintes textos:
LULA E RITA .
http://wallacecamargo.blogspot.com/2005_10_02_wallacecamargo_archive.html
INÚTIL E SUBVERSIVO.
http://wallacecamargo.blogspot.com/2005_09_05_wallacecamargo_archive.html
ÉTICA DO SILENCIAMENTO DAS MAIORIAS.
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20 agosto 2006
"Política,mentiras e videoteipe".
Pense. Esta é uma palavra que possui vários significados. No entanto, o pensar é muito mais do que não agir por instinto, característica dos animais. Pensar significa fugir do senso-comum. Pensar é projetar. Se libertar da opinião, do pensamento médio da população, significa romper as barreiras da realidade indo ao imaginável, construir novas possibilidades, criar, negar o corriqueiro. Como diz o escritor Rubem Alves, o pensar tem “o poder de chamar à existência coisas que não existem e de tratar as coisas que existem como se não existissem.”. Pensar é apelar à Utopia, lugar que não existe, mas que pode ser construído, portanto, muito diferente da ilusão, da fantasia. Imaginar, no sentido de perceber as entranhas da realidade, onde o poder criativo está ligado à percepção do mundo.Pois é isto que proponho. Negar o corriqueiro, em tempos de eleição, é deixar de acreditar que, o que é posto como verdade, necessariamente significa à atenção às necessidades da maioria. Se analisarmos a história recente do nosso país, veremos que em se tratando de processo eleitoral, os programas políticos, dos partidos e candidatos à presidência, possuem uma continuidade. Não há rompimento, ou descontinuidade nos programas políticos de José Sarney à Lula. Enquanto a ditadura militar preparou o Estado brasileiro para financiar a burguesia, todos os outros projetos políticos atenderam às demandas desta burguesia, em busca da desconstrução deste Estado.
Marx dizia que o "Estado é a ante-sala da burguesia" onde ela aguarda para ser atendida ansiosamente, e muitas vezes, quando não é rapidamente atendida, violenta a porta de entrada, mostrando o quão absurdo é, os poderosos economicamente não serem servidos com bandejas onde em cima conste, todo o produto do trabalho de milhões. É impossível que achemos normal que proprietários de latifúndios, banqueiros e grandes empresários sejam beneficiados pelo suor diário da maioria da população brasileira. Fazem-nos querer crer, através dos meios de comunicação, que os problemas sociais por que passam os brasileiros, serão resolvidos com ajustes pontuais e morais de deputados e ou presidentes.
O maior problema do estado brasileiro e da sociedade, não é a corrupção, embora conte muito o roubo de merenda escolar, superfaturamento de obras e tantas outras ilegalidades praticadas, o problema central é o volume de dinheiro escorrido pelos "ralos" legais, amparados pelas leis e pela burocrática - ideológica justiça, bilhões são sugados nacionalmente ou internacionalmente por poucos.
07 agosto 2006
VOZES DA AMÉRICA.
29 julho 2006
TERRA E LIBERDADE.

Não existe país do mundo com tantos latifúndios na História da humanidade como o Brasil. Dos proprietários rurais, 1,9% é dono de 54,64% das terras agricultáveis. É o país com maior concentração de terras do mundo, e este sistema que gera o êxodo é o principal causador da violência nas grandes cidades. O conteúdo da violência possui origens nos milhões que fogem para as cidades e ficam sem o abrigo do Estado, que se preocupa mais em financiar o grande Capital financeiro e o Agro-negócio, novo nome , nova máscara do latifundiário. Os perdões das dívidas dos grandes proprietários de terra é comum entre todos os governos da nossa "república dos sem-vergonhas". O governo Lula se apoiou politicamente nos votos da bancada ruralista(180 votos) em troca da sustentabilidade de sua política de favorecimentos do Capital financeiro. A reforma-agrária, sob a batuta de Lula, não passou de retórica e a violência no campo brasileiro cresce na medida que não é encaminhada uma política séria de distribuição e financiamento para os sem-terra. A justiça brasileira, cega e sem tato, privilegia a manutençaõ desta realidade , onde processos de desapropriação, podem levar até 15 anos, mesmo que os processos sejam referentes à terras improdutivas. A lei não é neutra nem sagrada, segue no Brasil atendendo aos interesses de classe , e como já sabemos, não é a classe trabalhadora que se beneficia com ela. Os meios de comunicação em consonância com o modelo econômico, pois se beneficia com ele, atende às expectativas da ordem econômica e social e possui historicamente, relações libidinosas e asquerosas com o poder . Cabe aos meios de comunicação anestesiar corações e mentes com notícias , programas e publicidades que escondem e manipulam descaradamente informações a respeito da verdadeira realidade do povo brasileiro.
Mais do que votar em homens , precisamos saber que programas defendem, pois eles , ao contrário do que se imagina, são cumpridos criteriosamente, pois são eleitos pelas plataformas econômicas elaboradas pelo grande Capital financeiro e pela burguesia brasileira, que como cachorrinhos, abanam o rabo em baixo das mesas onde se refastelam em banquetes os "donos do mundo", em busca de migalhas e de associação nos negócios. A questão da terra no Brasil não pode ser enfrentada por Lula e Alkcimim, pois representam ,em seus programas, a continuidade.
A questão da terra no Brasil também diz respeito àqueles que moram nas cidades, que sem planejamento , não permitem vida digna à maioria. Terra para quem trabalha significa o assentamento de 20 milhões de pessoas no campo, significa preços menores dos alimentos pois não estaría a agricultura , submetida à monocultura e a política agroexportadora, significa a diminuição do fluxo de pessoas à caminho das grandes cidades, onde o fascínio urbano é uma farsa produzida pelos meios de comunicação. Temos que ter o direito à liberdade de apontar onde estão os erros da política de integração à Globalização econômica praticada pelos dois últimos governos, do PT e do PSDB, a liberdade de não se submeter as mentiras com uniformes de verdade apontadas para a população brasileira, produzidas pelo maior partido político da América Latina, a Rede Globo , pois não se resolve o problema da exclusão com projetos como o "criança esperança", ou mesmo outros projetos assistencialistas praticados por governos. Analgésico atenua os efeitos mas não curam doenças . As origens destas "doenças"estão amplamente diagnosticadas, riquezas o país possui em abundância . Falta distribuir a terra, a renda e o Capital.
19 julho 2006
A Política é...

17 julho 2006
Conflito no Oriente Médio.
06 julho 2006
Por uma escola habilidosa!

O francês T. Henry disse que os brasileiros são mais habilidosos, pois passam mais tempo durante a vida com a bola nos pés, enquanto ele, quando queria jogar bola ,sua mãe dizia que tinha que ir para escola. Como eu gostaria que Henrry-mascarado estivesse errado.
Nos últimos 15 anos houve um esforço para a abertura de mais vagas em escolas no Brasil, seguindo a orientação do Banco Mundial, que a partir da década de 90, sobre pressão das grandes coorporações, objetiva qualificar mão-de-obra por conta da grande velocidade dos avanços tecnológicos .
A verdade é que a escola que conhecemos, é uma escola com o mesmo perfil de 300 anos atrás, quando das revoluções burguesas, esta classe social objetivou formar as sociedades à sua imagem e semelhança, construindo valores caros ao liberalismo, como competitividade, acumulação de bens materiais, individualismo e etc. Vimos que este modelo escolar permitiu a façanha de desenvolver científica e tecnologicamente um mundo fascinante, no entanto, esta escola conteudista e cientificista não abriu espaço para construção de valores que impedissem a concentração de Capital, terra e renda, que negasse a mínima possibilidade de desenvolvimento do racismo, do machismo, da opressão dos mais fortes economicamente, da exclusão de metade da população mundial da possibilidade de acesso à água potável e saneamento básico e a todas as vergonhas que a humanidade conhece, graças aos meios de comunicação globalizado e ao dia-a-dia de trabalhadores espoliados pela ganância do grande Capital. Qualquer destas informações podem ser comprovadas com uma mera leitura dos dados da ONU, que ajudou à construir esta realidade que se apresenta.
Pecisamos de uma escola que, como dizia Paulo Freire , denuncie a "feiúra" do capitalismo , o próprio esgotamento deste sistema que se mostra incapaz de solucionar problemas fundamentais da humanidade, de uma escola que parta do ser humano e não dos princípios do Capital, que permita a igualdade de oportunidade de fato , e não só de direito.
Uma escola baseada simplesmente em conteúdos disciplinares, recortes de ciências naturais e sociais, não estará apta nunca para o desenvolvimento social, e sim permitirá mais e mais concentração de riquezas, pois ela será sempre um espaço privilegiado de formação de ovelhas obedientes tecnicamente qualificadas.
Que possamos um dia calar o T. Henrry, na bola e nos dados sociais, pois por enquanto , sofremos com uma escola de "obediência tática", e desejamos a formação de gerações que pensem estrategicamente.
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22 maio 2006
LIBERDADE
que se foi.
Como a sombra que me segue até o fim
do crepúsculo.
Como a luta de muitos
do dia-a-dia de ferros retorcidos.
Pela força da opressão
me liberto com o cheiro da flor que resiste ao progresso.
Do empurrão no abismo,
nascem as asas.



